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Quando a experiência encontra direção

 

 

Poucas empresas atravessam mais de um século mantendo a capacidade de criar, evoluir e acompanhar as transformações da sociedade. Fundada em 1911, a Tramontina construiu a sua história combinando tradição e inovação em uma marca que ultrapassou fronteiras. Ao longo dessa trajetória, as suas fábricas desenvolveram práticas socioambientais consistentes e investiram nas pessoas, na inovação e na pesquisa e desenvolvimento.

A sustentabilidade já era uma força presente na companhia. O desafio era enxergá-la por inteiro.

Em 2020, as iniciativas eram conduzidas de forma descentralizada, conforme as características e prioridades de cada operação. Havia projetos robustos, conhecimento acumulado e relações próximas com as comunidades, mas faltava uma visão capaz de conectar essas práticas e revelar o que elas representavam para a Tramontina como um todo.

 

Sem uma direção comum, iniciativas semelhantes eram desenvolvidas de forma paralela, aprendizados permaneciam restritos a determinadas operações e decisões eram tomadas sem uma base corporativa de informações. Além disso, aspectos relevantes da atuação socioambiental da Tramontina ainda não estavam plenamente incorporados à gestão, ao posicionamento e à reputação da marca.

 

Com a pandemia de Covid-19, esse desafio ganhou ainda mais importância. Os clientes internacionais, especialmente no mercado europeu, ampliavam as suas exigências relacionadas à sustentabilidade. Instituições financeiras e fundos de investimento também começavam a considerar indicadores ambientais, sociais e de governança em suas análises de risco, crédito e investimento.

Como reunir uma atuação construída ao longo de mais de um século em uma visão corporativa capaz de responder às novas expectativas e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades para o negócio?

 

A inquietação surgiu na Tramontina Cutelaria, a partir de uma mobilização da Gerência de Meio Ambiente e Obras. Antes de propor uma direção ao Conselho de Administração, era preciso compreender o que já existia nas diferentes unidades, reconhecer os pontos de convergência e identificar oportunidades de evolução. A companhia buscou, então, a Coera para realizar um Diagnóstico de Sustentabilidade.

Logo ficou claro que o desafio não era mapear práticas. Uma companhia centenária precisava olhar para a sua trajetória sob uma nova perspectiva, conectando as operações e transformando a experiência acumulada em direção para o futuro.

 

A jornada começou pela escuta. Profissionais estratégicos das nove fábricas e do Escritório Central compartilharam práticas, desafios e aprendizados. Aos poucos, surgiu um retrato mais amplo da organização.

Programas ambientais robustos, investimentos históricos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, práticas consistentes de gestão de pessoas e uma relação próxima com as comunidades revelavam um patrimônio de iniciativas muito mais expressivo do que se conhecia no âmbito corporativo.

 

Essa descoberta ampliou o alcance do projeto. Juntas, Tramontina e Coera transformaram o diagnóstico em um relatório que organizou as práticas existentes e apresentou, pela primeira vez, uma visão integrada da sustentabilidade na companhia. O processo revelou sinergias entre as operações, possibilidades de compartilhamento, esforços duplicados, riscos ainda pouco visíveis e questões que exigiam alinhamento corporativo.

 

A principal descoberta foi perceber que a Tramontina não precisava começar uma agenda de sustentabilidade do zero. Precisava reconhecer a força do que já havia construído, aproximar diferentes experiências e encontrar uma direção capaz de unir as suas operações.

 

Dessa forma, o ponto de partida não seria criar uma agenda inteiramente nova, mas estabelecer os instrumentos necessários para orientar e potencializar as iniciativas existentes. A sustentabilidade começava a ser compreendida como parte da gestão, da reputação e da capacidade da companhia de gerar valor para o negócio e para a sociedade.

Se o diagnóstico permitiu reconhecer essa realidade, o passo seguinte foi definir o que realmente importava para o futuro.

O processo de materialidade reuniu mais de 1.100 participantes e colocou diferentes perspectivas em diálogo. Expectativas das partes interessadas, riscos para o negócio, oportunidades de inovação, tendências de mercado, demandas regulatórias e impactos da operação contribuíram para a definição dos temas prioritários.

Os temas materiais criaram uma linguagem comum na organização. Questões antes tratadas como responsabilidades de áreas específicas passaram a ser compreendidas como desafios compartilhados. Pessoas de diferentes fábricas, funções e contextos começaram a participar de uma mesma reflexão sobre as prioridades da companhia e sua capacidade de continuar gerando valor ao longo do tempo.

A Tramontina passou, então, a contar com uma base comum para direcionar investimentos, organizar projetos e apoiar decisões. O diagnóstico revelou a dimensão das práticas existentes. A materialidade indicou onde concentrar esforços.

Com esses fundamentos, a jornada avançou de forma contínua. A Tramontina iniciou a publicação de seus Relatórios de Sustentabilidade e, a cada ciclo, incorporou novas informações, perspectivas e aprendizados. O relato passou a acompanhar a evolução da gestão e a contribuir para que a sustentabilidade ganhasse consistência como agenda corporativa.

Em 2021, o movimento central foi a integração.

Informações provenientes de diferentes operações foram organizadas a partir dos temas materiais, ampliando a quantidade e a qualidade dos indicadores divulgados e aproximando o relato de referências internacionais. O primeiro Relatório de Sustentabilidade apresentou as práticas das diferentes fábricas em uma mesma narrativa e demonstrou como a Tramontina gerenciava impactos, alcançava resultados e gerava valor.

Em 2022, a jornada avançou em governança e transparência.

 

A revisão da materialidade fortaleceu a relação entre os temas prioritários, a gestão e a comunicação. A sustentabilidade ganhou espaço nas instâncias estratégicas da companhia, com o fortalecimento do Comitê ESG e a maior participação do Conselho de Administração na supervisão das questões críticas.

 

A comunicação também amadureceu. As séries históricas permitiram acompanhar a evolução dos indicadores, enquanto o detalhamento das metodologias trouxe maior clareza sobre a origem e o tratamento das informações. A Tramontina passou a apresentar os seus avanços e também as suas limitações, lacunas e oportunidades de melhoria. A transparência deixou de se concentrar apenas nos resultados positivos e passou a incorporar os desafios ainda existentes.

Em 2023, o conhecimento acumulado se transformou em direção.

A construção da Estratégia de Sustentabilidade 2024–2026 marcou a passagem de uma agenda orientada pelo diagnóstico e pelo relato para uma atuação voltada à transformação do negócio. Os temas materiais passaram a orientar programas corporativos, fortalecer a governança em diferentes níveis e apoiar a tomada de decisão.

 

A companhia também ampliou o seu olhar para a cadeia de valor. Impactos, riscos e oportunidades começaram a ser analisados para além dos limites das fábricas, considerando as relações que sustentam as operações e influenciam os resultados do negócio. Ao mesmo tempo, conteúdos em diferentes formatos tornaram mais acessíveis os avanços, as escolhas e os desafios da Tramontina mais acessíveis, fortalecendo a transparência e o diálogo.

O que começou como um diagnóstico tornou-se um processo contínuo de amadurecimento da gestão.

 

A companhia aproximou diferentes unidades em torno de objetivos comuns, melhorou a qualidade das informações e ampliou a sua capacidade de identificar riscos, reconhecer oportunidades e tomar decisões. Essa visão trouxe novas referências para a gestão e permitiu que a sustentabilidade ocupasse um lugar mais claro na estratégia da companhia, fortalecendo a sua reputação e o relacionamento com as partes interessadas.

 

A história da Tramontina mostra que uma jornada de sustentabilidade nem sempre começa pela criação de novas práticas. Muitas vezes, o primeiro passo é reconhecer a força do que já existe, conectar experiências antes dispersas e transformá-las em direção. Foi assim que uma companhia centenária encontrou uma nova forma de olhar para a sua trajetória, valorizar o caminho percorrido e fortalecer a sua capacidade de decidir, evoluir e gerar valor.

Soluções envolvidas

Relatório Diagnóstico de Sustentabilidade 2020

1º Estudo de Materialidade, em 2021

Relatório de Sustentabilidade 2021 – versão digital em português, inglês e espanhol

Relatório de Sustentabilidade 2021 – versão impressa em português e inglês

Relatório de Sustentabilidade 2022 – versão digital em português, inglês e espanhol

Relatório de Sustentabilidade 2022 – versão impressa em português e inglês

Relatório de Sustentabilidade 2023 – versão digital em português, inglês e espanhol

Revista Tramontina, 1ª edição, bilingue português e inglês – versão digital e impressa

Vamos escrever a sua história juntos?

A sustentabilidade gera mais valor quando conecta estratégia, gestão, comunicação e propósito.

Se a sua organização também precisa reconhecer a força do que já realiza, conectar diferentes perspectivas e transformar conhecimento em direção, a Coera pode construir essa jornada ao seu lado.

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